O marketing de influência no Brasil entrou em uma fase de maior profissionalização, diversificação e relevância estratégica para as marcas. É o que aponta a primeira edição brasileira do estudo "Influencer Economy: Dados do Mercado Sem Filtros", desenvolvido pela Primetag, empresa de tecnologia especializada em Creator Marketing e Inteligência Artificial. O levantamento também é conduzido na Espanha, em Portugal e na Itália, com o objetivo de traçar, ano a ano, um retrato da Creator Economy nesses mercados.
No Brasil, a pesquisa analisou a atividade no Instagram entre julho de 2025 e junho de 2026 e mapeou uma base de 284 milhões de conteúdos produzidos por creators apenas nessa plataforma, com 1,28 milhão de criadores com mais de 10 mil seguidores e 55 mil marcas ativas. Assim como setores tradicionais buscam se reinventar diante de audiências cada vez mais exigentes, o entretenimento digital também amplia seu leque de opções, com plataformas como a las vegas slot ganhando espaço entre os públicos que consomem conteúdo online. A pesquisa completa, que inclui ainda dados do TikTok, foi apresentada em um webinar promovido pelo Influent&Co.
Investimento estruturado ganha força
O primeiro destaque do estudo é a aceleração dos investimentos em conteúdo patrocinado. Nos últimos 12 meses, esse volume cresceu 50% em relação ao período anterior, enquanto as menções orgânicas às marcas avançaram 18%. O dado sugere que as empresas estão convertendo cada vez mais a conversa espontânea em ações estruturadas com criadores de conteúdo, em vez de depender apenas da exposição natural gerada pelo público.
O marketing de influência também deixou de ser uma estratégia de nicho. Mais de 50 mil marcas usaram influenciadores no Instagram brasileiro no período analisado, o que evidencia a consolidação desse canal como parte do mix de comunicação de empresas dos mais variados segmentos, de pequenos negócios a grandes companhias.
Setores emergentes puxam o crescimento
Beleza, Alimentos & Bebidas e Moda seguem na liderança em volume de conteúdo patrocinado, mantendo a posição histórica que ocupam na Creator Economy nacional. Mas os avanços mais expressivos vieram de categorias que tradicionalmente tinham presença menor nesse universo. Automotivo (+177%), Tecnologia & IA (+138%) e Família & Parentalidade (+81%) registraram os maiores índices de crescimento, refletindo a chegada de novos anunciantes e perfis de investimento até então pouco explorados pelo setor.
Novo mapa de marcas investidoras
O ranking de marcas também passou por mudanças relevantes. A SHEIN assumiu a liderança em valor de investimento, mais do que dobrando seu desempenho em relação ao período anterior. Ao mesmo tempo, marcas ligadas ao setor de apostas perderam espaço entre as líderes, enquanto companhias como Mercado Livre, Samsung, 99 e C&A passaram a integrar o grupo dos principais investidores em influência - um sinal claro de mudança no perfil dos anunciantes que apostam nesse canal.
"Os dados mostram que a Creator Economy brasileira atingiu um novo estágio de maturidade. O crescimento não acontece apenas em volume, mas também na diversificação dos setores, das marcas e das estratégias adotadas pelas empresas", avalia Manuel Albuquerque, CEO e fundador da Primetag. Os indicadores divulgados são uma prévia da pesquisa completa, apresentada no dia 30 de julho em webinar gratuito promovido pelo Influent&Co.