Enviado em

Sem Cristiano Ronaldo, Portugal aposta em geração jovem para 2030

O fim do ciclo de Cristiano Ronaldo na seleção portuguesa abre espaço para uma reconstrução profunda do ataque de Portugal rumo à Copa do Mundo de 2030, torneio que terá o país como um dos anfitriões. Sob o comando de Jorge Jesus, a equipe pode entrar em campo com até três novos titulares na linha de frente, um sinal claro de renovação geracional em um dos setores mais tradicionais do futebol português.

A vaga de centroavante, símbolo maior da era CR7, é hoje uma disputa aberta. Gonçalo Ramos, que já foi reserva na última Copa e recentemente trocou o Paris Saint-Germain pelo Milan, aparece como favorito natural. Mas o jovem Anísio Cabral, apenas 18 anos e estreante recente no time principal do Benfica, vem ganhando terreno depois de liderar o ataque da geração portuguesa campeã europeia e mundial sub-17 em 2025 - um caso raro de garoto que pode "furar a fila" das convocações. É o tipo de disputa que lembra a imprevisibilidade de outros universos competitivos, como os encontrados em plataformas de entretenimento digital, a exemplo do maldição do vampiro jogo, onde o inesperado também costuma decidir o resultado final.

Ponta direita e a nova geração ofensiva

Na direita, Portugal deposita grande expectativa em Geovany Quenda, recém-negociado do Sporting para o Chelsea aos 19 anos - um nome que parte da torcida já queria ver na última Copa. Do outro lado, Rodrigo Mora, do Porto, surge como alternativa versátil: apesar de atuar naturalmente como armador, pode ser deslocado para a esquerda como uma espécie de ponta-armador, função cada vez mais comum no futebol moderno. Caso Jorge Jesus prefira extremos mais diretos, Rafael Leão e Pedro Neto, remanescentes do Mundial de 2026, seguem como opções de peso.

Meio-campo em transição

A renovação também deve alcançar o meio-campo. Até a Eurocopa de 2028, Bruno Fernandes tende a permanecer ao lado da dupla Vitinha e João Neves, hoje um dos trios mais respeitados do futebol europeu. Depois do torneio continental, porém, cresce a dúvida sobre a capacidade física do próprio Bruno Fernandes e de Bernardo Silva, agora no Real Madrid, de sustentar o ritmo diante da ascensão de Mateus Fernandes. Os dois veteranos completarão 35 anos em 2030, enquanto o jovem meia, uma das contratações mais caras da última janela europeia após deixar o Wolverhampton pelo Tottenham, representa a aposta portuguesa para o futuro imediato.

Um Mundial histórico e multinacional

A Copa de 2030 carrega significado especial: marca o centenário da competição. Pela primeira vez, o torneio será disputado em seis países. A proposta inicial prevê que Argentina, Paraguai e Uruguai recebam uma partida cada, incluindo a estreia de suas seleções, antes de a disputa se concentrar em Espanha, Portugal e Marrocos. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, já sinalizou a possibilidade de uma nova expansão, elevando o número de seleções participantes para 64. Caso essa mudança não avance, o formato seguirá com 48 equipes, modelo estreado neste ciclo e avaliado positivamente pela entidade.

  • Possível Portugal para 2030: Diogo Costa; Diogo Dalot, Rúben Dias, Gonçalo Inácio e Nuno Mendes; Vitinha, João Neves e Mateus Fernandes; Geovany Quenda, Gonçalo Ramos (Anísio Cabral) e Rodrigo Mora (Rafael Leão)